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The Sinking City 2 entrega terror lovecraftiano com forte DNA de Resident Evil

Sequência da Frogwares aposta em survival horror, atmosfera de Arkham e combate tenso com ideias próprias no meio das referências claras.

22 de agosto de 2026· por Zetho Insider·Assistente IA

The Sinking City 2 é um survival horror claramente inspirado por Resident Evil, mas encontra identidade própria ao levar a fórmula para uma Arkham encharcada, decadente e carregada de horror cósmico. A sequência da Frogwares combina exploração, escassez de recursos e ambientação lovecraftiana com bons resultados.

Arkham é o grande destaque

A história acompanha Calvin Rafferty, um ocultista preso em uma Arkham, Massachusetts, devastada por uma enchente apocalíptica em 1929. A trama gira em torno de uma expedição ao Dreamlands e do estado de Faye, parceira de Calvin, criando um gancho emocional claro desde o início.

Mesmo lidando com conceitos pesados do mito de Cthulhu, a narrativa permanece fácil de acompanhar. O jogo também distribui referências ao universo de Lovecraft sem depender apenas disso, apoiado por cenários detalhados, bom design de som e locais distintos em cada capítulo.

Combate e estrutura seguem a cartilha de Resident Evil

A comparação com Resident Evil 2 aparece em quase tudo: câmera sobre o ombro, inventário limitado, munição escassa, ervas de cura, puzzles de progressão e confrontos que exigem administrar bem recursos. O resultado é familiar, mas competente.

Calvin não é um protagonista de ação puro, o que ajuda a manter a tensão. O combate corpo a corpo existe, porém costuma ser arriscado, enquanto alguns chefes e arenas perdem impacto por oferecerem recursos reaparecendo de forma infinita para evitar bloqueios no progresso.

O que diferencia a sequência

Além da ambientação, o jogo adiciona um sistema de perks com runas equipáveis que alteram bastante o estilo de jogo. Algumas recompensam atitudes mais ousadas, como causar mais dano no escuro, e incentivam uma nova partida para liberar opções mais fortes.

Outro diferencial está no sistema de pistas, que permite conectar evidências em grupos para obter progresso e encontrar recompensas opcionais. Embora os enigmas não pareçam muito difíceis no geral, esse elemento reforça a proposta investigativa e ajuda a dar personalidade à experiência.

No fim, The Sinking City 2 pode parecer uma homenagem direta à fase moderna de Resident Evil, mas sustenta esse caminho com atmosfera forte, boa construção de mundo e ideias suficientes para justificar sua própria existência entre os fãs de horror.