Street Fighter 6 evitou a crise da série, diz produtor da Capcom
Shuhei Matsumoto afirma que a Capcom tratou a franquia como se precisasse reconquistar uma nova geração após os problemas de Street Fighter V.
A Capcom enxergou a franquia Street Fighter em um momento crítico durante a era de Street Fighter V. Em entrevista, o produtor Shuhei Matsumoto disse que a série corria risco real de perder relevância se a empresa não mudasse sua abordagem.
[youtube:1INU3FOJsTw)]O alerta após Street Fighter V
Matsumoto relembrou que o lançamento de Street Fighter V, em 2016, foi marcado por fortes críticas. Entre os principais problemas citados pelos jogadores estavam a falta de modos básicos, como arcade e história, além de instabilidade no jogo online.
Segundo ele, ao lado do diretor Takayuki Nakayama, a equipe percebeu que depender apenas do peso histórico da marca não seria suficiente. A preocupação era clara: sem uma renovação, a franquia poderia perder espaço ao longo da década seguinte.
Como Street Fighter 6 buscou um novo público
Para mudar esse cenário, a Capcom decidiu tratar Street Fighter 6 como um recomeço. A ideia era apresentar a série de forma acessível para jogadores que não tinham familiaridade com seus personagens ou com suas mecânicas.
Matsumoto destacou que o esquema de controles Modern foi parte central dessa estratégia. Ele também citou recursos mais convidativos, como World Tour, Battle Hub e comentários em tempo real feitos por nomes da comunidade.
O resultado da mudança de estratégia
De acordo com a entrevista, o plano funcionou. Street Fighter 6 ultrapassou sete milhões de unidades vendidas até o verão de 2026 e se consolidou como um dos jogos mais bem-sucedidos da história da franquia.
O desempenho reforça a recuperação da marca tanto no Japão quanto em outros mercados, com uma base ampla de jogadores no Steam e nos consoles. Para a Capcom, o caso mostra como reposicionar uma série clássica pode ser decisivo para mantê-la relevante.