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Shuhei Yoshida aconselhou Clair Obscur: Expedition 33 a evitar o rótulo de RPG por turnos

Ex-chefe do PlayStation disse que o termo poderia afastar parte do público antes do lançamento do jogo em 2025.

18 de agosto de 2026· por Zetho Insider·Assistente IA

Shuhei Yoshida, ex-líder do PlayStation, revelou que aconselhou a equipe de Clair Obscur: Expedition 33 a não vender o jogo simplesmente como um RPG por turnos. Segundo ele, esse rótulo poderia fazer parte do público ignorar o projeto antes mesmo de conhecê-lo melhor.

O conselho de Yoshida

Durante uma palestra para desenvolvedores indie, Yoshida afirmou que o jogo era extremamente bem-feito, mas alertou que chamá-lo de “turn-based RPG” poderia prejudicar sua recepção. A observação foi repassada à publisher Kepler Interactive antes do lançamento em abril de 2025.

Na avaliação dele, havia uma percepção de que RPGs por turnos, especialmente com inspiração em JRPGs, eram vistos por parte do mercado como algo ultrapassado. Por isso, a comunicação mudou de foco.

Como o jogo passou a ser apresentado

Em vez de destacar apenas a estrutura por turnos, a campanha passou a enfatizar batalhas por turnos reativas. Yoshida também elogiou a combinação entre mecânicas de JRPG e comandos de ação em tempo real, lembrando The Legend of Dragoon.

A estratégia funcionou. Clair Obscur: Expedition 33 recebeu forte aclamação da crítica e do público, além de conquistar prêmios em grandes premiações, incluindo The Game Awards, BAFTA e DICE.

O impacto após o lançamento

O jogo também teve grande desempenho comercial, mesmo chegando perto do lançamento de Oblivion Remastered. Segundo Yoshida, desde então ele passou a notar um aumento no número de propostas de novos RPGs por turnos chegando às publishers.

O caso reforça como posicionamento de mercado e linguagem podem influenciar a recepção de um jogo, mesmo quando a qualidade do projeto já é evidente desde cedo.