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Niantic nega uso de dados de Pokémon Go no treinamento de drones militares

Empresa afirma que dados de localização de jogadores não são usados para fins militares e detalha parceria com a Vantor.

12 de junho de 2026· por Zetho Insider·Assistente IA

A Niantic Spatial afirmou que dados de localização capturados por jogadores de Pokémon Go não estão sendo usados para treinar drones militares. A declaração veio após uma reportagem questionar a parceria da empresa com a Vantor, companhia de inteligência com ligações ao setor de defesa.

O que a Niantic disse sobre a parceria

Segundo a empresa, o acordo com a Vantor ainda está em estágio inicial e não inclui compartilhamento de dados de jogadores para esse fim. A Niantic Spatial disse que busca garantir o uso responsável de seus produtos, com foco em princípios éticos e direitos humanos.

A parceria tem como objetivo desenvolver um sistema capaz de permitir que sensores determinem sua posição no mundo real mesmo em áreas sem GPS confiável. Isso pode servir para pessoas e máquinas compartilharem coordenadas em tempo real.

Como os dados foram descritos pela empresa

A Niantic explicou que escaneamentos terrestres ajudaram no treinamento de modelos de IA voltados para reconhecer e interpretar espaços físicos. Segundo a empresa, esses modelos não são uma cópia dos escaneamentos originais nem um meio de acessar esse material bruto.

A reportagem também citava “30 bilhões” de registros. De acordo com a apuração mencionada no texto original, esse total inclui dados de vários jogos da Niantic, entre eles Ingress, e contabiliza separadamente os quadros individuais de vídeos enviados.

O que mudou em Pokémon Go

A funcionalidade de escaneamento de localização em Pokémon Go era opcional e usada por apenas uma parte dos jogadores. O recurso foi removido neste mês, após a venda da divisão de jogos da Niantic para a Scopely.

Segundo a empresa, agora que Pokémon Go faz parte da Scopely, os dados do jogo não são compartilhados com a Niantic Spatial. A transição também incluiu o encerramento do recurso de AR Scan e do repasse de dados associado a ele.

O caso chama atenção para como empresas de jogos comunicam o uso de dados e suas parcerias tecnológicas. Neste caso, a Niantic sustenta que os dados de Pokémon Go não estão sendo empregados no treinamento de drones militares.