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Mixtape transforma música e juventude em uma fantasia ambientada na Califórnia

Diretor Johnny Galvatron explica como Beethoven & Dinosaur usou canções, cinema e memórias adolescentes para construir Mixtape.

12 de maio de 2026· por Zetho Insider·Assistente IA

Mixtape aposta em uma história de amadurecimento guiada pela música, e seu diretor, Johnny Galvatron, deixou claro que essa foi a base do projeto desde o início. Em entrevista ao GameSpot, ele explicou como Beethoven & Dinosaur estruturou o jogo a partir das canções, das emoções da adolescência e de uma visão quase cinematográfica do cenário americano.

Uma narrativa construída como música

Segundo Galvatron, a equipe pensou o jogo com lógica musical, usando ideias de ritmo, crescendo e estrutura de canção para organizar a experiência. O estúdio chegou a montar uma espécie de recorte horizontal do jogo com todas as músicas, reorganizando a seleção para descobrir que tipo de história surgiria dali.

Essa abordagem também orientou a forma como Mixtape traduz sentimentos em gameplay. O diretor citou momentos ligados a arrependimento, traição e deslumbramento adolescente, buscando mecânicas simples, mas emocionalmente expressivas.

Califórnia como fantasia e identidade do jogo

Um dos pontos centrais da conversa foi a ambientação inspirada no norte da Califórnia e em Portland. Para Galvatron, isso faz parte de uma ideia de fantasia: como australiano, ele vê os Estados Unidos quase como um cenário mitológico moldado por filmes, televisão e música.

Daí vem a frase que dá tom à entrevista: histórias de fantasia podem ser ambientadas em lugares como a Califórnia. Essa leitura ajuda a explicar por que Mixtape mistura cotidiano adolescente, imaginação visual e momentos que ampliam emoções comuns até uma escala quase operística.

Música, juventude e a herança de Beethoven & Dinosaur

Galvatron também relacionou Mixtape ao trabalho anterior do estúdio em The Artful Escape. Se o jogo anterior falava sobre o ato de performar, o novo projeto busca retratar o que significa ouvir música e sentir seu impacto de forma sensorial.

Na entrevista, ele relembrou experiências pessoais como fã de bandas, a intensidade com que adolescentes se conectam à música e a importância dessa inocência para a construção dos personagens. Entre as faixas do jogo, destacou “That’s Good”, do Devo, como a música de maior significado pessoal durante sua trajetória no estúdio.

No fim, a conversa reforça como Mixtape tenta capturar um momento específico da juventude: quando amizades, gosto musical e despedidas parecem maiores que a vida. É essa combinação de memória, trilha sonora e identidade que define a proposta do novo jogo da Beethoven & Dinosaur.