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Gen Atlas mantém a marca de Fumito Ueda e amplia foco em combate

Criador de Ico, Shadow of the Colossus e The Last Guardian fala sobre emoção, escala e a mudança para a ficção científica.

12 de junho de 2026· por Zetho Insider·Assistente IA

Fumito Ueda explicou como Gen Atlas nasce de uma imagem central: um robô gigante carregando a própria cabeça. Em entrevista durante a Summer Game Fest, o criador falou sobre a mudança do fantasy para a ficção científica sem abandonar o foco emocional que marcou sua carreira.

Uma nova direção, mas com temas familiares

Conhecido por Ico, Shadow of the Colossus e The Last Guardian, Ueda disse que Gen Atlas mantém a intenção de criar mundos que pareçam reais dentro de sua própria lógica.

Segundo ele, a troca para um cenário sci-fi abre novas possibilidades, incluindo comunicação entre protagonista e robô e até registros dessas conversas. Ainda assim, a base temática segue próxima de seus trabalhos anteriores, com isolamento, descoberta e conexão entre personagens.

Mais ação e um companheiro controlável

O material exibido na feira indica um aumento no peso do combate. Ueda afirmou que sua trajetória alternou entre extremos: Ico quase não tinha ação como mecânica principal, Shadow of the Colossus elevou esse elemento, e The Last Guardian voltou a reduzi-lo.

Em Gen Atlas, a tendência parece mudar novamente. A apresentação mostrou armas de energia e um ataque orbital, sugerindo um repertório de combate mais amplo. A prévia também dá a entender que o grande companheiro mecânico poderá ser controlado, algo inédito dentro dessa linha de design do diretor.

O impacto emocional continua no centro

Ueda afirmou que pensa em deixar uma marca no coração das pessoas, mas sem guiar o jogador para uma única emoção. Para ele, a interpretação individual faz parte do efeito que busca construir.

Essa proposta também aparece no senso de escala. O diretor disse que robôs, criaturas gigantes e outras imagens grandiosas despertam naturalmente admiração. Em Gen Atlas, essa sensação de deslumbramento volta a ser usada como parte da conexão entre jogador, mundo e narrativa.

Sem data de lançamento anunciada, Gen Atlas segue cercado de mistério. Mesmo assim, a entrevista reforça que o novo projeto pretende unir a identidade emocional de Ueda a uma abordagem mais aberta para ação e ficção científica.